![]() E então, que quereis?
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Ó! fanficwriters de todo mundo, uni-vos! Temos um padroeiro! Aquele que nos iniciou e nos une nesta deliciosa aventura pelos meandros das obras literárias, cinematográficas e televisivas! Aguarde-nos, ó Dante! Não pense que o Poeta guia apenas os seus honoráveis passos! Sim, caríssimos fanfictionwriters, apresento-lhes nosso padroeiro: Publius Vergilius Maro, também conhecido como o Divino Virgilio! Por que o Romano é nosso padroeiro? Ora, pois! Então o que é a Eneida, senão uma fanfiction da Ilíada, de nosso Grande Pai Homero? Verifiquem! Quem tem olhos para ler, que leia!! Ave, Divino Virgilio! Os que empunham a pena te saúdam! Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Este é Barak Obama.
Inteligente. Articulado. Educado. Elegante. Bonito. Dono de mãos maravilhosas e um sorriso estonteante. Barak Obama é bom demais para ser verdade. Barak Obama é norte-americano. Vejamos o que o futuro nos reserva... Este é Silvio Berlusconi.
Berlusconi, querido, va bene, eh? Bronzeado??? Por que não te calas, criatura? Olha, eu não sei quem é pior: se Tio Silvio, que não pousa a língua, ou o povo italiano, que o reelegeu. Vá entender... Esse sujeito aqui não tem nome. Porém, tem um hábito execrável. Esse filho da puta é pedófilo. Esse desgraçado abusa de meninas de 10 anos e depois joga fora seus corpos, como se fossem lixo. Um filho da puta desses não pode ser morto. Matá-lo é fazer-lhe um favor. Um filho da puta desses, a meu ver, não precisa ser preso ou julgado. Para ele, há coisa melhor. Primeiro uma surra, mas uma surra bem dada, que o deixe moído, arrebentado. Em seguida, com um bisturi cego, de preferência, corte-se-lhe o pênis fora. Eis a melhor forma de se punir pedófilos. Duvido que continuassem agindo se a lei para eles fosse essa! Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Uma imagem vale mais do que mil palavras.
QUERO CANTAR PRO MUNDO INTEIRO A ALEGRIA DE SER RUBRO-NEGRA! Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Eu adoro esse sujeito. É impressionante a capacidade que ele possui de extrair humor de fatos pequenos ou tão corriqueiros da vida contemporânea... Ontem, em uma aula de Português, tive uma vez mais o prazer de privar com um pequeno texto de Veríssimo que, pelo insólito, nos faz rolar de rir. Transcrevo aqui a pérola:
AÍ, GALERA Jogadores de futebol podem ser vítmas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo estereotipação? E, no entanto, por que não? - Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. - Minha saudação aos aficcionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso de seus lares. - Como é? - Aí, galera. - Quais são as instruções do técnico? - Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação. - Ahn? - É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegar eles sem calça. - Certo. Você quer dizer mais alguma coisa? - Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas? - Pode. - Uma saudação para minha progenitora. - Como é? - Alô, mamãe! - Estou vendo que você é um... um... - Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação? - Estereoquê? - Um chato? - Isso. (Correio Braziliense, 13 maio 1998) Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Um amigo meu me ensina a diferença entre chatear e encher. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer da cidade. — Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar? — Aqui não tem nenhum Valdemar. Daí a alguns minutos você liga de novo: — O Valdemar, por obséquio. — Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar. — Mas não é do número tal? — É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar. Mais cinco minutos, você liga o mesmo número: — Por favor, o Valdemar chegou? — Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui? — Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí. — Não chateia. Daí a dez minutos, liga de novo. — Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado? O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis. Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação: — Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim? CAMPOS, Paulo Mendes. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, v.2, p. 35. Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Esse é o único dia da semana em que, quando o despertador toca, você abre um olho e resmunga: puta que pariu, é segunda feira... Porém, resolvi ser boazinha, quebrar a má escrita do início da semana e colocar aqui, nesta segunda-feira, três motivos para você dizer puta que pariu, mas com um sorriso nos lábios!
Mas einh? Puta que pariu, fala sério!!! XD XD XD Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Que me perdoem a expressão não muito adequada, mas não há outra para ser usada no presente momento! Apresento-lhes, orgulhosamente, o quadro final de medalhas das Paraolimpíadas de Pequim 2008! Nossos atletas paraolímpicos são foda! Todos os parabéns a eles!!! Quem sabe nas próximas Paraolimpíadas nós poderemos ver as conquistas em tempo real, em vez de precisar ficar à caça de informações na Internet? Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
É verdade, eu vivo num tempo sombrio! Uma palavra sem malícia é sinal de tolice. Testa sem rugas é sinal de indiferença. Aquele que ri Ainda não recebeu a terrível notícia. Que tempos são esses, quando Falar sobre árvores é quase um crime Pois significa silenciar sobre tanta injustiça? Aquele que atravessa a rua tranqüilo Já está inacessível aos amigos Que passam necessidades ? É verdade: eu ainda ganho bastante para viver. Mas acreditem: é por acaso. Nada do que faço Me dá o direito de comer quando tenho fome. Estou sendo poupado por acaso. (Se a minha sorte me deixa, estou perdido.) Me dizem: come e bebe! Fica feliz por teres o que tens! Mas como é que eu posso comer e beber Se a comida que como, tiro de quem tem fome? Se a água que bebo, faz falta a quem tem sede? Mas mesmo assim, eu como e bebo. Eu queria ser um sábio. Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria: Se manter afastado dos conflitos do mundo É passar sem medo O curto tempo que se tem para viver. Seguir seu caminho sem violência Pagar o mal com o bem. Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los. Sabedoria é isso! Mas eu não consigo agir assim! É verdade, eu vivo num tempo sombrio! Bertold Brecht, Aos que Vierem Depois de Nós, parte I Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Plagiando aquele chatonildo insuportável que há anos se esmera em torrar nossa paciência em transmissões esportivas, eu pergunto: bem, amigos da Rede Globo, as Olimpíadas de Pequim acabaram, não é verdade? Não, não é. Os Jogos prosseguem, ainda mais belos e emocionantes, só que a TV não se interessa em exibi-los - bem, pelo menos a TV aberta; a por assinatura, eu não sei. Mas, mesmo que o sejam, não atingem a grande massa da população, como fazem os canais abertos. Apresento-lhes, então, as desconhecidas e ignoradas Paraolimpíadas de Pequim 2008! Acho muito interessante que, num país onde se fala muito em respeito e incentivo aos portadores de necessidades especiais, não se encontre sequer um meio de comunicação que divulgue decentemente as Paraolimpíadas. O que se consegue é uma notinha ou outra ao final do programa de esportes das emissoras, ou a cobertura discreta da Internet. Então, meus caros amigos, eu pergunto: onde está a tal inclusão? Onde anda o respeito com os portadores de necessidades especiais? Melhor, onde anda o reconhecimento de seus feitos heróicos? É, porque eles, sim, são heróis, lutando não só contra a deficiência física, mas também contra a nossa deficiência de amor, consideração e atenção. Quer espiar o quadro de medalhas atualizado até ontem, 10 de novembro? Fique à vontade, então: Nossa, quanta medalha, não? E de ouro!! Espetacular, não é mesmo? Pois é, só que quase ninguém fica sabendo disso, infelizmente. E é justo por conta dessa indiferença que sempre enxergo com maus olhos esse discursinho hipócrita que políticos em época de campanha, autoridades e intelectualóides adoram propagar sobre os portadores de necessidades especiais, porque o tal discursinho nunca vem acompanhado de ações efetivas de apoio a essas pessoas, a esses vencedores, homens e mulheres extraordinários que, apesar de tudo, vivem, lutam, competem e conquistam emocionantes feitos. Não é interessante à mídia admiradora de corpos e movimentos perfeitos exibir um nadador com membros amputados, um velocista cego, um cestinha cadeirante. Imagino que lhes pareça constrangedor. Fora o fato de que, ao que parece, deficiente não dá ibope. É mórbido. É sinistro. Ou será que a TV não exibe as fantásticas conquistas desses atletas para não vexar tipos como os inúteis milionários desinteressados da seleção (??????) brasileira de futebol masculino, ou para não evidenciar ainda mais o descaso com que tratamos os portadores de necessidades especiais? Seja lá qual for o motivo, é vergonhoso, é indesculpável, ainda mais em um país onde a palavra da moda é a bendita da Inclusão. E, de fato, parece uma questão de moda, mesmo: vem, faz algum alarde, e passa. Que lástima. Fica aqui, então, registrado, meu orgulhoso posto constrangido parabéns aos nossos fantásticos atletas paraolímpicos cujas conquistas, infelizmente, não podemos ver. Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Toda a imprensa afirma que o vôlei masculino do Brasil é espetacular.
Ô, meu Jesuzinho... Põe espetacular nisso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ^^ PS.: Essa foto foi uma impagável gentileza de Iramirim... Obrigada pelo colírio! Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Lindo sorriso, não? Essa é Fabiana Meurer e sua medalha de ouro no Pan. A jovem tinha tudo para sorrir novamente assim, por conta de uma medalha Olímpica; entretanto, como Murphy nunca dorme, como brasileiro é um bicho cagado e a desorganização na China tem feito raiva em muita gente, o resultado foi aquele que se viu: uma vara misteriosamente perdida, encontrada depois jogada ao canto de um depósito, e uma atleta bem preparada, plena de possibilidades, tendo que voltar para casa cheia de decepção e rancor. Não é lá uma compensação, mas vale dizer que, certa feita, o grande recordista mundial e olímpico Sergei Bubka também passou por semelhante merda. Ele teve suas varas serradas num aeroporto porque elas não cabiam no bagageiro do avião. Nem é preciso dizer que ele saltou com varas adaptadas e zerou todos os saltos. Tudo por culpa de uma cabeça zerada que destruiu seu material de competição.
Essa é a certeza de que, diferentemente do que os psicólogos têm adorado dizer, o resultado ruim de Fabiana após o sumiço de seu material de competição não foi apenas mero desequilíbrio emocional. Cada vara é projetada para cada atleta de acordo com seu peso, altura, flexibilidade para cada altura de salto, ou seja, a vara é uma extensão do atleta. Como ocorre, por exemplo, com um carro de Formula 1, onde o cockpit é desenvolvido para cada piloto em especial. Destarte, não adianta o atleta estar 100% no emocional se o equipamento não se lhe adapta; Fabiana poderia estar saltitante de felicidade, mas isso não lhe daria uma medalha ao saltar uma vara que não a sua, assim como Michael Schumacher, por mais ultra-super-mega piloto que seja, não conseguiria dar uma volta sequer em um carro adaptado para Alain Prost. Desculpas do comitê olímpico chinês não consertam nem justificam o erro da organização, muito menos o argumento de que Fabiana devia ter verificado seu equipamento antes de saltar. Como a vara estava perdida, exatamente por culpa da desídia do pessoal chinês responsável pelos equipamentos de atletismo, não seria possível encontrá-la a tempo hábil para a competição e Fabiana teria que fazer exatamente aquilo que fez: saltar com uma vara emprestada e, por isso, não alcançar seu objetivo. Não adianta: essa os chineses vão ficar nos devendo... PS.: Desconfio que os responsáveis pelo sumiço da vara da atleta nem sejam chineses; pode ser que sejam funcionários importados do departamento que chefia o local onde trabalho, estes sim experts na arte de perder documentos para lá enviados... :P PS 1: Sim, eu sei que já é passado algum tempo desde esse acontecimento e este post, mas, como sou um ser passional, melhor comentar depois com educação do que escrever no momento exato do acontecido uma enfiada de palavrões... Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Quando alguém se vai, a sensação de perplexidade é sempre recorrente. Não importa de quantos entes queridos você se despeça no decorrer da vida, nunca há uma sensação plena de conformidade, de que as coisas são assim. Por certo, é claro que as coisas são assim, mas não necessariamente que concordemos com isso. Como esclarecem os compêndios de Biologia, o ser humano nasce, cresce, se reproduz (ou não), envelhece e morre. Essa é a ordem natural das coisas, mas ainda assim é difícil encontrar o que dizer a quem fica. Imagine, então, quando quem se vai contraria esta estabelecida ordem natural das coisas? O que se diz, então, a uma mãe inconsolável?... Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
EU QUEEEEEEEEEEROOOOOOOOO!!!! Sim, este é um post histérico, descabelado e descontrolado, bem ao estilo daquelas malucas que se descabelavam, gritavam, choravam e desmaiavam nos shows dos Beatles. EU QUERO!! EU PRECISO!! EU NECESSITO DESTE CD!!!!!!
Explicando desde o começo para quem não está einteindeindo coisa alguma, eu me apaixonei pelo Tenente Comandante Data desde a primeira vez que deitei os olhos em um episódio de Star Trek - The Next Generation. Data é esquisito, é dourado, é um andróide, mas é minha paixão. Ele é praticamente perfeito, mas quer ser humano; ele usa o Holodeck para voltar ao século XIX e ser Sherlock Holmes; ele toca violino como ninguém e tem um gato de estimação chamado Spot... Fora o fato de que ele é alto, tem ombros pra lá de largos, mãos maravilhosas e uma voz que é um verdadeiro chocolate para os ouvidos... Por isso, nunca entendi porque a mulherada suspirava direto pelo Comandante Riker, o famoso Número Um, quando se tem um Data dando sopa pelos decks da Enterprise!
Hoje, navegando pela rádio on line Last Fm (www.lastfm.com.br) em busca de sons diferentes, me deparo com algo que me fez arregalar os olhos, cair o queixo, abrir um sorriso gigantesco e entrar num frenesi de curiosidade há muito não sentido: Brent Spiner, o ator que dá vida e voz à Data, também canta!! Melhor, o danadinho gravou um CD!!! Meu Jesuzinho do Céu!!! Valei-me, meu São Francisquinho!!!! E toca a Criatura aqui a futucar o Google atrás de infomações sobre o tal CD, e achei não só as informações desejadas como também um sujeito absolutamente gente boa que disponibilizou em seu blog (http://waxy.org/2008/02/brent_spiners_o/index.shtml) as faixas do CD para quem quiser ouvir!! Oh, boa alma!! O CD, cujo título Ol' Yellow Eyes Is Back é uma divertida brincadeira que mistura Data com Frank Sinatra, é uma coletânea de canções consagradas dos anos 40-50 deliciosamente interpretadas por Spiner, que além de estilo tem uma afinação incrível e confere à sua voz já grave e aveludada modulações de fazer suspirar. Liiiiiiitros de baba... Bem, é por isso tudo que eu quero, eu preciso, eu NECESSITO desse CD!!!! Apesar contudo todavia mas porém... quem disse que essa pérola está à venda por aqui? Esse tipo de lançamento nem chega por estas plagas... Porém, já andei mexendo uns pauzinhos, quem sabe eu consigo?... Hehehehehehehehehehehehehe! Recomendo aos pauzinhos mexidos e também a todos que se espantaram com minha pirotecnia de fã descabelada que visitem o blog onde aquela boa alma disponibilizou as faixas do CD e dêem um pouco de crédito a Mr. Spiner, ouvindo as canções. Estou certa de que ninguém vai se arrepender! Ai, ai, ai... EU QUEEEEEROOOOOOOO!!!!!!! UPDATE: Como nada é perfeito, Brent Spiner é nascido em 02 de fevereiro... Ninguém merece. UPDATE 1: Acho que já gastei os MP3 do blog daquela boa alma, de tanto ouvir!!!!!. The Very Thought of You, então.... ai, ai! *____________________* UPDATE 2: Agradeço penhoradamente aos meus pauzinhos por terem conseguido baixar as músicas para mim! Agora, em vez do blog da boa alma, eu vou é gastar o CD, de tanto ouvir! The very thought of you... Pobre vizinhança!!! XD XD XD Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Ontem, infelizmente, encerrou-se aqui na cidade o 19º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, iniciado no dia 13 de julho. Sou suspeita para falar desses festivais, promovidos todos os anos pelo Pró-Música, porque sou simplesmente apaixonada por eles. Não sou musicista, toco apenas campainha, mas nada me emociona mais do que a música que os entendidos dizem ser errado chamar de clássica e que os politicamente corretos não gostam de denominar erudita. Bem, seja lá qual for a denominação correta, só sei que não há nada mais perfeito do que a junção de cordas, metais, percussão e sensibilidade transcrita em notas musicais... A programação deste ano esteve especial. Tive a sorte de comparecer a quase todos os concertos noturnos, cada um mais belo e emocionante que o outro. Entretanto, em minha opinião não-entendida, valem alguns destaques: Modinhas Cariocas Esta apresentação, ocorrida dia 17 na Igreja do Rosário, marcou pela leveza e variedade do repertório - as referidas modinhas, que tratavam desde as vicissitudes do amor até as críticas sociais. Neste último caso, ouvir a letras destas modinhas causou um certo desconforto, uma vez que os protestos feitos nos idos de Dão Jão Sexto não diferem muito dos protestos no presente de Dão Inação Primeiro... Porém, voltando ao concerto, o grupo do Rio de Janeiro é formado pela mezzo-soprano Luciana Costa e Silva (cujo corpo franzino misteriosamente abriga uma voz possante, posto suave), pelo simpaticíssimo barítono Marcelo Coutinho e pelos músicos Marcus Ferrer (viola de arame) e Marcelo Fagerlande (cravo). Orquestra Ouro Preto
O Cine-Theatro Central ficou lotado no dia 20, quando esta orquestra - cujo jovem e sorridente regente (Rodrigo Toffolo) é filho do solista de cello (Hugo Pilger) - executou o programa As Oito Estações, conjugando As Quatro Estações de Vivaldi às Estações Portenhas de Astor Piazzolla. Quem me conhece sabe que meu estômago embrulha só de pensar naquele determinado país, e é com muito orgulho brasileiro ferido que dou o braço a torcer que algo portenho possa me agradar. Porém, eu seria de uma estupidez sem parâmetros se negasse a beleza das composições de Piazzolla; seus Primavera e Inverno Portenhos são indescritíveis. Devo salientar, entretanto, que todo esse talento certamente proveio do sangue italiano legítimo com que os pais de Astor lhe encheram as veias! Bem, voltando ao concerto, foi apaixonante não só a audição das obras, mas também sua execução pelos músicos integrantes da orquestra. A maior parte deles sorria, notoriamente feliz com o espetáculo que apresentava, e o regente deixava claro em gestos e sorrisos o quão satisfeito estava em reger e dividir os aplausos com os músicos e também com seu pai, o solista de cello, que aniversariava exatamente naquele dia. Apesar de as Primaveras, tanto de Vivaldi quanto de Piazzolla, serem as mais vibrantes e as mais apreciadas, minha preferência recai sobre os Invernos... há mais violinos e cellos! Novo Ovo Novo Não, você não está enxergando mal e nem eu digitei errado. Este é de fato o nome do Trio de Música Antiga de São Paulo cuja apresentação na Igreja do Rosário, no dia 23, foi uma delicada e deliciosa surpresa que rendeu minha admiração e também uma certa espécie: o repertório tinha um ar pagão que contrastava com o local onde era executado, e os sons gregos, espanhóis e celtas pediam desesperadamente uma fogueira e um céu estrelado... Formado pelos músicos Marília Macedo (flautas doces), Guilherme de Camargo (cordas dedilhadas) e Dalga Larrondo (percussão), o Novo Ovo Novo tem como objetivo fazer uma releitura da música antiga, dos séculos XIII ao XIX, atribuindo-lhes arranjos com influências modernas. O resultado é um som harmonioso e delicado, onde o antigo e o novo se fundem e as barreiras temporais perdem totalmente o sentido. Simplesmente maravilhoso!
Lóóóóógico que fiquei fã e adquiri o CD, chamado Velho Mundo Novo, e o recomendo para todos os amantes de boa música e também para aqueles que gostam de dançar em volta da fogueira. Você encontra o CD à venda na Paulus (www.paulus.com.br), ao valor de 25,00. (Tá achando caro, ó pão-duro???? Um CD do MC Créu custa 40!!!! Reclama não!!!) Uma pequena notinha se faz necessária: a pessoa aqui simpatizou muuuuuuito com o violonista (e guitarrista, e alaudista, e teorbista, etc, etc, etc) Guilherme de Camargo (que a criatura aqui achou muito parecido com o Russell Crowe!!), que já havia se apresentado no dia anterior com os Músicos de Capella, regidos pelo violinista barroco Luiz Otávio Santos. Qual não foi minha surpresa feliz ao ver Guilherme de volta ao palco no dia seguinte como parte integrante do Novo Ovo Novo! Há pessoas que Deus favorece: não bastasse ser tchuco, o sujeito ainda é um expert em dedilhados! Jesus que tome conta!!! Por fim, deixo ainda um destaque para o Concerto de Cravo de Alessandro Santoro, que também integra os Músicos de Capella. Seu concerto solo ocorreu no dia 24, na Igreja de São Sebastião, e ofereceu momentos de delicada beleza que sabia um pouco a melancolia. O som do cravo é tão singular que me é difícil descrever, mas traz em si sentimentos que apenas ele é capaz de despertar. Eu amo cravo. E Alessandro Santoro o toca como poucos, isso é certo. E, como tudo que é bom acaba rápido, a sensação que me ficou foi que esse festival chegou ao fim com uma rapidez absolutamente desnecessária. Bem que poderia durar mais uma semana... ou, quem sabe, o mês de julho todo? ^^ Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: Comments:
Enquanto escuto a linda voz de Clara Nunes, é-me impossível não prestar atenção também na beleza comum a todas as letras das canções por ela interpretadas.
Lembro, então, que essa característica não é apenas do repertório de Clara. Seus contemporâneos, em geral, seja de estilos musicais semelhantes ao dela ou não, primavam pela gravação de canções com letras cheias de sentido, de emoção, de notória qualidade e poesia, independentemente do tema sobre o qual versassem. E é por isso que eu pergunto, observando o panorama musical nacional: o que aconteceu, afinal? Onde foram parar essa qualidade, essa poesia, esse sentido? Salvo raras exceções, a maior parte das músicas que se ouvem hoje em dia é de uma pobreza apavorante, com meras repetições de refrões melosos ou de um mau gosto de dar dó. Como foi que a situação chegou a este ponto? Quem deixou isso acontecer? Até quando teremos que aturar a pobreza musical de coisas como MC Créu & cia, breganejos e grupelhos irritantes de uns doze sujeitos que, só porque tocam pandeiro e surdo, acham que fazem samba? Quando poderemos comemorar o retorno do bom gosto e da poesia à música nacional? Espero, de coração, que para breve... Como recordação e um dos exemplos do que anda fazendo falta em nosso panorama musical, deixo a letra de Como é Grande e Bonita a Natureza, composição de Sivuca e Glorinha Gadelha, magistralmente interpretada pela Mineira: Andorinha é a presa do picanço Beija-flor todo dia a flor beija E a pequena floresta onde eu descanso É um mundo de fera e de presa Quero muito zelar pela pureza Pelo rei, pela fada, pelo santo Escondendo na mata o meu espanto Como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza Eu me chamo João, Joana chama Pra mostrar verdes olhos, verde queixa Pra plantar minha crença galopando Quero sol, quero chuva que despeja Minha força taí nessa peleja No rastejo arrastado do meu chão Vou fazendo do mote o meu refrão Como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza O cometa que passa vai passando E a estrela do norte pestaneja Zelação pelo céu alumiando No clarão da manhã a noite fecha Minha sorte no meio dessa riqueza Meu desejo, meu sonho, meu sertão Meu inverno e a promessa de um verão Como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza Eu sou feito da força do remanso A paulada no couro me desfecha No momento da fome eu me avanço Pra comer como tudo que me deixa A coragem embarcou nessa afoiteza Minha sede abre a boca num rasgão Que não sofra por mim, viu meu irmão Como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza Oiê,oiê,como é grande e bonita a natureza... Por Criatura do Subsolo ** Resmungue aqui: Comments: |
